Notícias RedCLARA
Por meio de links individuais, você poderá consultar a gravação de cada uma das apresentações realizadas nos dias 16 e 17 de julho, durante os Infodays 2012. Além disso, o que foi apresentado nas conferências está publicado e disponível para download na seção “horário” no site do evento.
Durante o encontro, os reitores e diretores de Tecnologias da Informação se referiram ao estado atual e os desafios que enfrentam estas unidades na América Latina. Além disso, ofereceram algumas medidas para potencializar e fortalecer o trabalho que vem sendo realizado.
Com o objetivo de disponibilizar para pesquisadores e educadores os recursos de computação avançada que beneficie a e-Ciência, em 29 de junho foi firmado o primeiro acordo regional para dar continuidade à operação da e-Infraestrutura baseada na tecnologia grid (grids computacionais) na América Latina.
A rede regional de pesquisa e educação da América latina acaba de completar 9 anos de vida. Nesta entrevista, quem dirige a RedCLARA desde o começo, compartilha conosco suas visões sobre as redes avançadas e a colaboração global.

O que vem na sua mente quando ouve um pesquisador falar sobre a colaboração?
Eu penso em pesquisadores da América Latina trabalhando juntos na resolução de grandes problemas comuns que afetam a região, como: a previsão de desastres naturais (terremotos, vulcões, inundações, etc.), a descoberta de drogas e tratamento de doenças infecciosas (mal de chagas, malária, cólera, etc.), o valor agregado dos nossos produtos básicos descobrindo novos processos, usos e formas de comercialização, etc. Eu penso em gerar massa crítica em nossa região, unindo esforços de pequenos grupos para formar grupos relevantes no contexto global. Enfim, eu penso nas imensas possibilidades de uma região integrada.
O que identificaria como o mais importante das redes de pesquisa e educação?
A visão de futuro, a capacidade de descobrir novos aplicativos e usos que moldarão a forma em que trabalharemos, estudaremos e nos divertiremos daqui a alguns anos. A colaboração entre os sistemas universitários e de pesquisa que busca formar equipes de grande tamanho e capacidades para resolver grandes problemáticas regionais e mundiais. A capacidade de fazer contribuições para o avanço da tecnologia, como foi a Internet, o WWW e como agora é com o incentivo ao IPv6 ou as redes óticas controladas pelo usuário, os sistemas de “roaming” de dados ou as federações de identidades, etc. Em suma, as RNIE são um motor de mudança tecnológica, colaboração acadêmica e visão de futuro.
Como descreveria o papel da RedCLARA, tanto no contexto regional quanto global?
A RedCLARA é uma grande iniciativa de colaboração regional, integra os esforços das Redes Nacionais, entre si e com o mundo. Ela representa perante a comunidade um sucesso na colaboração de uma região que visa integrar seus sistemas universitários e de pesquisa. Não é em vão que outras regiões buscam analisar como conseguimos ter uma organização na qual todos os países da América Latina colaboram sem reservas, com generosidade. Uma organização que soube ganhar o prestígio de seriedade e eficiência, tanto com organizações internacionais quanto regionais; uma organização que lidera a criação de serviços para pesquisadores e grupos de pesquisa, e colabora ativamente no contexto global.
O quanto é importante para a RedCLARA a colaboração com outras redes regionais e de que maneiras ela colabora no contexto global?
A colaboração com outras regiões é fundamental. Hoje em dia, a pesquisa e a educação são globais, nossos acadêmicos precisam se integrar com equipes de pesquisa de outros continentes, para trocar dados, ter acesso a instrumentos, usar instalações computacionais, etc. Sem essa colaboração nossa, por mais eficientes e poderosas que sejam as redes, elas ficariam truncadas, não cumpririam a missão de integrar a América Latina no mundo.
A colaboração acontece de múltiplas formas. Primeiro com a interconexão das nossas redes e as contribuições de organizações e projetos internacionais que, em conjunto com os nossos colegas de outros continentes, muito particularmente com a Europa, tem nos ajudado a construir o que temos. Sem essa colaboração, a RedCLARA não existiria na forma em que nós a conhecemos hoje. Em segundo lugar, por meio da troca de informação para a colaboração entre os nossos pesquisadores, do permanente contato que possibilite a identificação de pessoas e instituições com as quais os nossos pesquisadores possam colaborar em questões específicas. E, é claro, com os acordos que estão sendo feitos em questões como: federações de identidades, uso compartilhado de aplicativos (por exemplo, videoconferências), mobilidade entre as nossas redes (roaming), etc.
Como acha que mudará nos próximos anos a colaboração global entre as redes regionais?
Deveria tender para uma maior integração, principalmente dos aplicativos que favorecem a colaboração. Para um pesquisador, deveria ser tão simples quanto usar um telefone e poder fazer uma reunião por meio de videoconferência, compartilhar documentos, trabalhar juntos gerenciando um projeto, organizando uma conferência, etc. E isto deveria ser feito sem eles precisarem se identificar em vários sistemas separadamente, mas garantindo a segurança dos aplicativos, os dados, os documentos e as pessoas. A chave é a integração de serviços.
Poderia descrever a sua visão das redes de pesquisa e educação no futuro?
Para mim são a ponta de lança do avanço tecnológico e da integração das nossas capacidades globais de pesquisa e atividade acadêmica em geral. Sendo as instituições de ensino superior e pesquisa aqueles onde são moldados os conhecimentos e, principalmente, de onde saem os jovens que construirão o futuro, é a sua capacidade de colaboração e de integração a que definirá o que nós faremos ou deixaremos de fazer amanhã. As Redes de Pesquisa e Educação são e devem ser os lugares onde são propostos os novos aplicativos e formas de trabalho nesta sociedade hiperconectada que nós estamos construindo.
“Eu acho que iniciativas como a RedCLARA configuram um complemento fundamental para potencializar o modo de agir das Redes Nacionais. Sua missão integradora coloca em perspectiva a realidade atual de um mundo interconectado e enriquecido pela troca de saberes e conhecimentos sem limitações nem fronteiras”.
Nesta edição destacamos a edição especial LÍDERES: Colaboração global, redes de pesquisa e educação… qual a sua opinião sobre isso? Um trabalho no qual ele convidou os líderes das redes de pesquisa e educação regionais e daquelas nacionais de maior envergadura e/ou alcance para responderem seis perguntas relacionadas com a colaboração e o trabalho das suas redes. Estas são as suas respostas. Download DeCLARA Nº31, aqui.

Montevideo 11400. Uruguay.